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Lula lança em Teresina o programa Brasil sem Fome

Repro­du­ção: © Fabio Rodri­gues-Poz­ze­bom/ Agên­cia Bra­sil

Presidente diz que combate à fome é seu grande objetivo


Publi­ca­do em 31/08/2023 — 09:34 Por Pedro Rafa­el Vile­la — Repór­ter da Agên­cia Bra­sil — Bra­sí­lia

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O pre­si­den­te Luiz Iná­cio Lula da Sil­va rea­fir­mou, nes­ta quin­ta-fei­ra (31), na rede soci­al X, anti­go Twit­ter, que o com­ba­te à fome é seu gran­de obje­ti­vo de vida. “Que o tra­ba­lha­dor pos­sa vol­tar a comer as três refei­ções de for­ma dig­na e pos­sa ofe­re­cer ali­men­ta­ção de qua­li­da­de para seus filhos. O tra­ba­lho con­ti­nua”, afir­mou. Lula via­ja hoje para Tere­si­na, no Piauí, onde lan­ça o pro­gra­ma Bra­sil sem Fome.

O gover­no fede­ral quer arti­cu­lar um con­jun­to de ações e pro­gra­mas com o obje­ti­vo de tirar o país do Mapa da Fome, redu­zir as taxas de pobre­za e de inse­gu­ran­ça ali­men­tar e nutri­ci­o­nal. A nova polí­ti­ca rece­beu o nome de Pla­no Bra­sil Sem Fome e foi apro­va­da pela Câma­ra Inter­mi­nis­te­ri­al de Segu­ran­ça Ali­men­tar e Nutri­ci­o­nal (Cai­san), que reú­ne 24 minis­té­ri­os. Ao todo, o pla­no inte­gra um con­jun­to de 80 ações e polí­ti­cas públi­cas para alcan­çar cer­ca de 100 metas tra­ça­das. São três eixos cen­trais, de acor­do com Valé­ria Burity, secre­tá­ria extra­or­di­ná­ria de Com­ba­te à Fome, do Minis­té­rio do Desen­vol­vi­men­to e Assis­tên­cia Soci­al, Famí­lia e Com­ba­te à Fome.

“O pri­mei­ro eixo reú­ne ações de garan­tia de aces­so à ren­da, e tam­bém de pro­mo­ção de cida­da­nia, aces­so à polí­ti­ca públi­ca de pro­te­ção soci­al. O segun­do eixo reú­ne ações que vão des­de a pro­du­ção até o con­su­mo de ali­men­tos ade­qua­dos e sau­dá­veis. E o ter­cei­ro eixo é de mobi­li­za­ção dos outros Pode­res, dos outros Entes fede­ra­ti­vos e da soci­e­da­de civil, para que a gen­te reú­na esfor­ços para, de fato, com­ba­ter a fome no país”, afir­mou Valé­ria nes­sa quar­ta-fei­ra (30), duran­te entre­vis­ta em Tere­si­na.

A capi­tal do Piauí foi esco­lhi­da para lan­ça­men­to ofi­ci­al do pro­gra­ma, em even­to com a pre­sen­ça do pre­si­den­te Luiz Iná­cio Lula da Sil­va que assi­na­rá o decre­to de cri­a­ção. Entre as novi­da­des, segun­do a secre­tá­ria, está a pro­pos­ta de inte­grar os sis­te­mas de segu­ran­ça ali­men­tar, de assis­tên­cia soci­al e de saú­de no esfor­ço de alcan­çar a meta.

Situação grave

O Bra­sil havia saí­do do Mapa da Fome da Orga­ni­za­ção das Nações Uni­das (ONU) em 2014, por meio de estra­té­gi­as de segu­ran­ça ali­men­tar e nutri­ci­o­nal exe­cu­ta­das ao lon­go da déca­da ante­ri­or, mas vol­tou a figu­rar no cená­rio nos anos seguin­tes, espe­ci­al­men­te no perío­do da pan­de­mia de covid-19.

Dados do rela­tó­rio glo­bal Esta­do da Segu­ran­ça Ali­men­tar e Nutri­ção no Mun­do, divul­ga­do por cin­co agên­ci­as espe­ci­a­li­za­das da ONU, apon­tam que um em cada dez bra­si­lei­ros (9,9%) pas­sa­va por situ­a­ção de inse­gu­ran­ça ali­men­tar seve­ra entre 2020 e 2022. Além dis­so, segun­do o mes­mo estu­do, qua­se um ter­ço (32,8%) da popu­la­ção do país está incluí­do nas cate­go­ri­as de inse­gu­ran­ça ali­men­tar seve­ra ou mode­ra­da, o que equi­va­le a 70,3 milhões de bra­si­lei­ros . A situ­a­ção mos­tra um agra­va­men­to no aces­so à segu­ran­ça ali­men­tar no país. Os dados ante­ri­o­res, de 2014 a 2016, indi­ca­vam per­cen­tu­al de 18,3%.

Monitoramento

Os cen­tros urba­nos são os locais com mais pes­so­as, em ter­mos abso­lu­tos, pas­san­do fome no país. No Bra­sil, 27 milhões, dos 33 milhões de cida­dãos em inse­gu­ran­ça ali­men­tar gra­ve, vivem nas cida­des, de acor­do com o II Inqué­ri­to Naci­o­nal sobre Inse­gu­ran­ça Ali­men­tar no Con­tex­to da Pan­de­mia da Covid-19 no Bra­sil, rea­li­za­do pela Rede Bra­si­lei­ra de Pes­qui­sa em Sobe­ra­nia e Segu­ran­ça Ali­men­tar e Nutri­ci­o­na (Rede Pens­san), de 2022 . A par­ce­la mais vul­ne­rá­vel é de domi­cí­li­os che­fi­a­dos por mulhe­res negras, popu­la­ção em situ­a­ção de rua, gru­pos e comu­ni­da­des tra­di­ci­o­nais, tra­ba­lha­do­res infor­mais, den­tre outros.

“Em ter­mos per­cen­tu­ais, há uma pre­va­lên­cia gran­de da fome no meio rural, mas em núme­ros abso­lu­tos, a gen­te tem mais pes­so­as pas­san­do fome nos mei­os urba­nos. É uma polí­ti­ca que visa tam­bém garan­tir que ali­men­tos che­guem nes­ses cen­tros, reu­nir um con­jun­to de equi­pa­men­tos. Uma gran­de novi­da­de é o Pro­gra­ma de Aqui­si­ção de Ali­men­tos entre­gan­do pro­du­tos para as cozi­nhas soli­dá­ri­as, que foram ini­ci­a­ti­vas da soci­e­da­de civil para enfren­tar a fome duran­te a pan­de­mia”, expli­cou Valé­ria Burity. O pla­no ain­da pre­vê a reto­ma­da dos esto­ques públi­cos para regu­lar o abas­te­ci­men­to e os pre­ços dos ali­men­tos.

Ações em andamento

Entre as ações já em cur­so, Burity citou o rea­jus­te per capi­ta do Pro­gra­ma Naci­o­nal de Ali­men­ta­ção Esco­lar (Pnae), o novo Bol­sa Famí­lia, a valo­ri­za­ção do salá­rio míni­mo, a reto­ma­da do Pro­gra­ma de Aqui­si­ção de Ali­men­tos (PAA), o Pla­no Safra da Agri­cul­tu­ra Fami­li­ar, entre outras.

As ações de mobi­li­za­ção do Pla­no Bra­sil Sem Fome tive­ram iní­cio com assi­na­tu­ra de pro­to­co­los de inten­ção com esta­dos, enti­da­des e muni­cí­pi­os pri­o­ri­tá­ri­os, que com­põem o ter­cei­ro eixo, que são ações inter­fe­de­ra­ti­vas. Está pre­vis­ta a rea­li­za­ção de cara­va­nas do pro­gra­ma em locais com o mai­or núme­ro de pes­so­as em situ­a­ção de inse­gu­ran­ça ali­men­tar gra­ve. Esse diag­nós­ti­co será via­bi­li­za­do com a pro­du­ção de infor­ma­ções esta­tís­ti­cas, que serão incluí­das de for­ma regu­lar na Pes­qui­sa Naci­o­nal por Amos­tra de Domi­cí­lio do Ins­ti­tu­to Bra­si­lei­ro de Geo­gra­fia e Esta­tís­ti­ca (IBGE).

Edi­ção: Carol Pimen­tel

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